Aterra em Orly e o voo seguinte descola do Charles de Gaulle, ou ao contrário. Entre os dois aeroportos de Paris há 41 quilómetros, nenhum comboio direto, e as malas não passam sozinhas de um avião para o outro. Aqui vê quanto demora o trajeto, que ligações existem e quanto tempo deixar entre um voo e o outro. Com uma reserva, um motorista segue o primeiro avião e deixa-o à porta do terminal do segundo.
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Transfer privado de Orly para Roissy-Charles de Gaulle, ou no sentido inverso, a qualquer hora. Um só carro de terminal a terminal, o seu voo acompanhado e o valor fixado na reserva. Sendo cinco a oito viajantes, saem dois carros ao mesmo tempo.
Paris reparte os seus voos por dois grandes aeroportos que não se tocam. Orly fica a sul. O Charles de Gaulle está a nordeste, aparece nas reservas com o código CDG e os franceses chamam-lhe quase sempre Roissy. Se a sua viagem chega por um e continua pelo outro, tem de atravessar a região inteira com a bagagem, enquanto o relógio do segundo voo já está a contar.
Acontece a quem sai de Lisboa ou do Porto num voo para Orly e segue do Charles de Gaulle para a Ásia ou para as Américas. Acontece, no sentido inverso, a quem chega do Brasil a Roissy e tem um voo da TAP para Portugal, que em Paris parte de Orly. Nos dois casos ninguém o leva de uma pista à outra. O aeroporto não põe nenhum autocarro, e as companhias também não.
Com uma reserva, esse troço deixa de ser um problema. O motorista conhece o número do primeiro voo e segue-o desde a descolagem. Quando sai com as malas, ele já lá está. O carro faz o trajeto sem paragens e deixa-o em frente às partidas da sua companhia. Fazemos o percurso nos dois sentidos, todos os dias, de dia e de noite.
Por estrada são 41 quilómetros entre um terminal de Orly e um do Charles de Gaulle, alguns mais se o destino for um hotel da zona de Roissy. O percurso contorna Paris sem lá entrar, pela autoestrada A86 ou pela A3, e acaba na A1.
O tempo depende da hora muito mais do que da distância. Com os cálculos de trânsito do Google Maps que o nosso formulário utiliza, na primeira semana de outubro de 2026, esse trajeto dava 35 minutos às 3h00, 43 minutos às 20h00 e 52 minutos às 8h30 de uma quarta-feira. No sentido contrário, de Roissy para Orly, a manhã chegava a uma hora. A RATP, a empresa dos transportes públicos de Paris, fala em uma hora e quarenta nas horas de maior trânsito.
De transportes públicos, a Paris Aéroport, responsável pelos dois aeroportos, indica uma hora e um quarto, sempre com uma mudança de comboio. A esse número somam-se o tempo de chegar ao cais com as malas e a espera pelo comboio seguinte.
Reserva antes de viajar e indica os dois voos, o que o traz a Paris e o que apanha a seguir. Recebe uma mensagem do motorista, que vigia a aterragem e vai buscá-lo a Orly. As malas entram na bagageira e só volta a pegar nelas diante do balcão do Charles de Gaulle. Sem cais, sem máquinas de bilhetes, sem escadas. Se o primeiro avião se atrasar, quem o espera sabe-o antes de si. Em Portugal chamar-lhe-ia um TVDE marcado de aeroporto a aeroporto.
O Orlyval é um pequeno metro automático que sai de Orly e termina em Antony. Por essa estação passa o RER B, a linha suburbana que percorre Paris de sul a norte e chega às duas estações do Charles de Gaulle. A Paris Aéroport calcula o percurso em cerca de uma hora e quinze minutos, havendo um comboio a cada 10 a 20 minutos. A bagagem carrega-a consigo, na mudança de Antony e durante toda a travessia da cidade, num comboio que partilha com quem vai trabalhar.
A linha 14 sai da estação ao lado de Orly 3 e chega a Châtelet-les-Halles, em pleno centro. Em Châtelet apanha-se o RER B na direção do aeroporto Charles de Gaulle. A Paris Aéroport anuncia a mesma duração. O ponto fraco é o RER B. A linha tem obras importantes, e a entidade gestora avisa de cortes parciais, sobretudo à noite e em alguns fins de semana. Quando acontece, continua-se de metro até Saint-Denis Pleyel e acaba-se a viagem de autocarro.
Cada terminal tem a sua praça oficial, à saída. Apanha-se o primeiro da fila, sem poder escolher. Entre os dois aeroportos não há um valor definido de antemão, pelo que o taxímetro conta da partida à chegada, e os minutos de fila pagam-se como os outros. Se viaja com crianças pequenas, saiba que as regras francesas não exigem cadeira de criança aos táxis.
As duas aplicações funcionam nos dois aeroportos, como funcionam em Lisboa. A viagem pede-se à saída, com o telemóvel ligado à rede, e a tarifa sobe quando muitos passageiros pedem carro ao mesmo tempo. A própria Uber reconhece que por vezes ninguém aceita a viagem, e que a espera aumenta quando o voo é de madrugada ou já noite dentro. Com um segundo avião que não espera, é uma incógnita a mais.
A primeira coisa a saber é que as malas não viajam sozinhas. A Paris Aéroport escreve-o com clareza. Se o segundo voo parte do Charles de Gaulle, levanta em Orly a bagagem de porão e despacha-a de novo no outro aeroporto. Na prática são duas viagens distintas, com um troço de estrada pelo meio.
Faça a conta por partes. Sair do avião. Esperar pelas malas. Percorrer os 41 quilómetros. E apresentar-se no balcão do segundo voo com a antecedência pedida pela Paris Aéroport, duas horas para um voo europeu e três para um de longo curso. Quem aterra vindo de fora de Schengen, como acontece com os voos do Brasil, tem ainda o controlo de fronteira, para o qual ninguém publica tempos de espera. Mais vale contar com folga.
O outro ponto delicado são os bilhetes. Se comprou os dois voos em separado, cada um com o seu código de reserva, a segunda companhia não espera por si. Segundo a Paris Aéroport, quem perde a ligação nesse caso tem de pagar um bilhete novo, e o voo perdido não é reembolsado. Com uma só reserva para a viagem toda, é a companhia que lhe arranja outro voo.
Da nossa parte, o atraso do primeiro avião não muda nada. Há duas horas de espera, contadas desde que o avião pousa de facto, e não são cobradas. Não tem de avisar nem de refazer as contas. Quer tirar toda a pressa de cima? Chegue na véspera e durma perto do aeroporto de onde vai partir. É o que escolhem muitos dos nossos passageiros.
Feita a reserva, a pessoa que o vai levar manda-lhe uma mensagem de apresentação, com o carro que conduz. Quando aterra, recebe outra mensagem dela no WhatsApp, a pedir a sua localização em tempo real. Com essa localização, o motorista vê no mapa por onde está a andar, e combinam os dois onde se encontram. Avisa quando já tem as malas, e ele vem ao seu encontro com uma placa onde consta o seu nome.
Prefere vê-lo com a placa logo que passa a porta das chegadas? Peça-o ao reservar. E se não souber para que lado ir, mande uma fotografia do sítio ou da porta mais próxima, com o número bem visível. Quem o vai buscar conhece os dois aeroportos e chega até si.
O carro aguarda num parque de uso profissional, o Parking Pro, que existe em Orly e junto aos terminais de Roissy. Nem esse parque nem as portagens lhe são cobrados. Se viaja com uma pessoa idosa ou com muita bagagem, pode pedir que o motorista leve as malas até ao carro. Fá-lo quando é possível e quando há onde parar por perto.
O valor do seu transfer aparece no formulário de cima assim que escreve os dois aeroportos, a data e a hora, sem ter pago nada ainda. Vê as categorias de veículo, Eco, XL e Berlina. É um preço por carro, não por passageiro, e fica fechado no momento da reserva. Um engarrafamento na A1 ou um voo que chega atrasado não o alteram, nem existe acréscimo noturno.
Os trajetos curtos à volta de Roissy são a partir de 59 €, como o que liga um terminal do Charles de Gaulle a um hotel de Paris Nord 2. Entre os dois aeroportos o valor é mais alto, porque a distância também o é, e o formulário indica-o em poucos segundos, tal como faz para os outros transfers privados com partida de Orly.
A reserva confirma-se com um sinal pago com cartão. O restante entrega-se a quem conduz no fim do percurso, com cartão ou em dinheiro. As malas não têm suplemento, desde que caibam no veículo reservado, e as cadeiras das crianças são gratuitas. Cancelar não custa nada se o fizer com um dia inteiro de antecedência, 24 horas no mínimo.
Dois voos, dois aeroportos e um horário para acertar fazem nascer perguntas. Mande-as pelo WhatsApp, escritas em português. A resposta chega-lhe por escrito, também em português. Durante o trajeto o motorista fala francês e inglês e, quando é preciso, serve-se da aplicação de tradução por voz do telemóvel. Para reservar bastam esta página e uns minutos.
Os voos do Brasil aterram em regra no Charles de Gaulle. A TAP, pelo contrário, só tem voos em Orly, segundo a Paris Aéroport. Quem comprou as duas partes da viagem em separado muda por isso de aeroporto, com as malas e com o cansaço de uma noite de avião. Dê-nos os dois números de voo. O motorista segue o primeiro, que é o que conta para a hora do encontro, e deixa-o à porta de Orly 1, de onde a TAP parte para Lisboa e para o Porto.
É o pedido que mais recebemos neste percurso. Chega a Orly à tarde, o voo seguinte descola de Roissy logo de manhã e prefere passar a noite a dois passos do terminal. Levamo-lo ao seu hotel, em Roissypôle, que fica dentro do aeroporto, em Roissy-en-France, em Paris Nord 2 ou em Le Mesnil-Amelot. O mesmo vale ao contrário, com uma noite num hotel perto de Orly antes de um voo que parte cedo. O trajeto da manhã seguinte, se precisar dele, é uma segunda reserva com o seu próprio valor.
Se a escala for longa, não tem de a passar numa sala de embarque. Podemos deixá-lo na cidade à saída do primeiro aeroporto e voltar a buscá-lo mais tarde, à hora que nos disser, para o levar ao segundo. São dois trajetos, cada um com o seu valor. Calcule bem os tempos, porque a bagagem de porão fica consigo e o segundo voo pede a mesma antecedência que qualquer outro. As condições de entrada em França dependem do seu passaporte, e cabe-lhe confirmá-las antes de viajar. Para se orientar, o nosso guia descreve o percurso entre o centro de Paris e Orly.
Diga-nos, nas observações da reserva, que idade têm as crianças. A cadeira correspondente, do ovo ao banco elevatório, fica instalada antes de o irmos buscar, sem custos. Para uma família, a mudança de comboio com malas, carrinho e crianças ensonadas é a parte mais dura de uma ligação entre aeroportos. No carro os pequenos dormem e a bagagem não sai do sítio. Se o destino final forem os parques, leia de que aeroporto se chega melhor à Disneyland Paris.
Um grupo que muda de aeroporto tem um problema a mais, o de se manter junto. No formulário, ao lado das três categorias, há uma fórmula com dois carros que partem juntos de Orly e chegam juntos ao Charles de Gaulle. O valor apresentado inclui os dois, e basta uma reserva. Ninguém do grupo tem de correr atrás de um segundo táxi com o voo a aproximar-se.
O Charles de Gaulle é muito mais extenso do que Orly, e os seus terminais ficam suficientemente afastados para precisarem de um comboio interno. Por isso, ao reservar, indique a companhia e o terminal que lê no cartão de embarque. O carro pára em frente à porta das partidas correspondente, e é só entrar com as malas, sem ter de atravessar o aeroporto.
Não escrevemos aqui que companhia parte de que terminal. A Paris Aéroport avisa que as atribuições mudam, e anuncia que a partir de 16 de março de 2027 os terminais do Charles de Gaulle passam a ter um número, de 1 a 7, em vez dos nomes atuais. No dia do voo vale o que estiver escrito no cartão de embarque, ou na aplicação da companhia. Se na manhã da viagem a indicação tiver mudado, diga-o ao motorista por mensagem. Ele ajusta a paragem.
Em Orly é tudo mais concentrado. Os terminais são quatro, e do primeiro ao terceiro passa-se a pé. Quem aterra em Beauvais com a Ryanair, que não voa para Orly nem para o Charles de Gaulle, está bastante mais longe, a cerca de 81 quilómetros de Roissy e de 113 de Orly. Também fazemos esses trajetos, descritos na página que vai do aeroporto de Beauvais para Paris e para os outros aeroportos.
Quem regressa de outro continente aterra muitas vezes no Charles de Gaulle depois de uma noite inteira de voo, e ainda tem pela frente o voo para casa. Não é preciso marcar uma hora exata com ninguém. A contagem começa quando o avião aterra e, dentro das duas horas previstas, o motorista espera o tempo que for preciso.
Logo que tenha rede, escreva-lhe pelo WhatsApp. Ele indica-lhe por onde sair e caminha na sua direção. Uma hora mais tarde, minuto mais minuto menos, está em Orly. Desce à porta do seu terminal, no Parking Pro, a não ser que peça a zona de paragem rápida.
Ao reservar, diga com que companhia continua. Para Portugal, a Transavia descola do terminal 3, o que tem o metro ao lado. Os voos longos para as Antilhas, a Polinésia ou a Reunião deixam Paris a partir de Orly 4, o terminal de partida da French bee e da Corsair. A paragem faz-se diante do terminal certo. O motorista pode levar as malas até à zona dos balcões, se lho pedir.
Se estava a pensar fazer esta ligação com uma aplicação, ouça o que contam alguns passageiros. Tinham a viagem programada, alguém a tinha aceitado e depois cancelou-a à última hora. Tiveram de arranjar outro carro com o segundo voo já em cima, e houve quem o perdesse. Connosco, quem o leva fica decidido na reserva e escreve-lhe com antecedência para se dar a conhecer.
Pode reservar com três meses de antecedência, 90 dias. Fazê-lo na véspera costuma chegar, mas para uma ligação entre dois voos é melhor não deixar para a última hora.
Aterra em Orly e vai para a Disneyland? Um motorista espera por si e a viagem acaba à porta do hotel. Magical Shuttle, metro e RER, táxi: horários e tempos.
Aterra em Orly? Metro 14, Orlyval, táxi, Uber ou um motorista que o espera e o deixa à porta do hotel: tempos bairro a bairro e preço fixado na reserva.
Hôtel à Paris, à Rungis ou sur l’aéroport d’Orly ? Vol suivi, valises chargées, dépose devant l’entrée, même avant la première navette. Prix fixé en réservant.
Orly → gare de Lyon, Montparnasse, gare du Nord, Saint-Lazare ou Massy TGV : durées réelles, métro 14, navette, taxi ou chauffeur réservé à prix fixé d’avance.
Orly → Versailles, La Défense, Stade de France ou votre ville de banlieue : durées réelles, transports, taxi au compteur ou chauffeur réservé à prix fixé d’avance.
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